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10 outubro 2016

Resenha: A garota que você deixou para trás - Jojo Moyes




Resenha:
Gente vou ter que passar uns dias sem ler para poder digerir esse livro, que historia fantástica criou a Jojo, poderia até ser uma historia real, tamanha a consistência do livro, ela nos deu um presente com duas historias de amor lindas em um único livro. Sophie e Liv, duas mulheres que sofreram perdas em suas vidas, mas que não desistiram por pior que elas fossem, sempre encontraram forças para seguir em frente.

"Cheguei mais perto e examinei meu rosto: As sombras embaixo dos olhos, os leves vincos entre as sobrancelhas, estremeci, mas não de frio. Pensei na garota que Édouard deixara para trás havia dois anos. Pensei no toque das mãos dele na minha cintura, seus lábios macios no meu pescoço e fechei os olhos".

O marido de Sophie é obrigado a ir servir no front e acaba sendo capturado pelos inimigos, apesar de não ter noticias dele, ela nunca esqueceu o marido e foi até as últimas consequências para poder se reencontrar com ele, sofrendo horrores, mas nunca perdeu a esperança.

"Saiba minha querida, que marco cada dia, não do mesmo modo que os meus companheiros, grato por ter sido mais um dia a ter sobrevivido, mas agradecendo a Deus pelo fato de cada um significar que seguramente devo estar vinte e quatro horas mais perto de voltar para você".

Liv após perder prematuramente o marido e ficar no fundo do poço psicologicamente e financeiramente, não desiste do quadro que foi presente de casamento do seu esposo, mesmo arriscando a ficar falida entra em um processo para ter o direito a ficar com o quadro de Sophie e acaba desvendando para o mundo a historia desse amor que sobreviveu a uma guerra, dessa corajosa mulher que foi contra todos atrás do seu amor, sem nunca desistir...

"O que isso ensina para a gente Sr.McCafferty, é que na vida há coisas muito mais importantes do que vencer".

E na batalha judicial para poder ficar com o quadro acaba encontrando Paul que lhe dá esperança de que pode voltar a sonhar com a felicidade e com o amor...

E enredada a essa trama encontramos uma descrição do poder de destruição de uma guerra, soldados, homens, mulheres, crianças, idosos passando por situações de fome, pobreza, feridas no corpo e na alma que nunca cicatrizam, marcas que estarão sempre presentes na vida das pessoas que viveram uma guerra e também em seus descendentes.
 

Os personagens secundários são muito bem constituídos a gente se envolve com cada um deles, sofre com eles, ama e tem esperança.
Vou ter que ler novamente e muito em breve, para poder saborear cada pedacinho deste livro, sem deixar passar nem uma virgula e nem um personagem que na euforia de saber logo o final da história eu possa ter perdido.
Tomara que este também vire filme...


Sinopse:Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

14 setembro 2016

Resenha: Extraordinário - R.J. Palacio


Hoje a resenha é do Raoni Pimentel nosso colaborador.
Resenha:
Um livro para rever seus próprios conceitos
Diariamente nos deparamos com situações um tanto quanto inusitadas, inesperadas, surpresas ou até mesmo acabamos por conhecer pessoas diferentes, especiais, que carregam consigo uma filosofia de vida diferente, e cada uma delas possui uma história de superação pessoal, mas acreditem, nenhuma delas será tão especial quanto “Extraordinário”.
A dificuldade na tentativa de socialização às vezes é maior para algumas pessoas, enquanto outras possuem maior facilidade em se adaptar e “fazer amigos”. Ok! A vida é um processo de aprendizado constante, e todos os dias estamos expostos à possibilidades – sejam elas boas ou ruins – e assim, somos apresentados à este personagem doce, gentil e carismático chamado August – ou como prefiro carinhosamente chama-lo: Auggie. Auggie não começou sua vida com facilidade. Nasceu sendo portador de uma doença um tanto quanto rara e peculiar que lhe resultou em uma degeneração facial, o tornando impossibilitado de ter um “rosto perfeito”, de certa forma.
Após ter passado por várias cirurgias onde médicos tentaram ajustar suas funções auditivas e melhorar o quanto fosse possível sua aparência, Auggie teve o início de sua vida escolar em casa, onde suas primeiras aulas eram ministradas por sua mãe, que o afastou ao máximo do mundo lá fora pelo tempo que pôde, onde pessoas constantemente se assustavam com sua aparência e debochavam de suas características físicas. A partir daqui inicia-se a história de “Extraordinário”, o primeiro livro lançado pela autora R. J. Palacio, trazido ao Brasil pela editora Intrínseca recentemente. Neste livro o leitor é convidado a conhecer o mundo de Auggie e seu primeiro ano em uma escola “de verdade”, acompanhando seus dias ao lado de seus novos amigos especiais e suas primeiras experiências de vida.
Dividido em oito partes, cada uma dessas narram um personagem diferente por vez, onde o leitor acompanha seus momentos especiais vividos ao lado de Auggie.

Recheado de discussões emocionantes e profundas, este livro tem o objetivo de mostrar porque não devemos julgar um livro pela capa e um menino pelo seu rosto. Contando ainda com várias referências sobre a cultura pop atual, a história é narrada de uma forma carinhosa onde acompanhamos a evolução de todos os personagens, ao mesmo tempo em que percebemos como cada um deles busca se superar individualmente, contrariando seus preconceitos e revendo seus conceitos e julgamentos. Jack, Summer, Via, Miranda e até mesmo Justin acrescentam à esta obra uma qualidade admirável na capacidade da autora em criar um ambiente cativante e ao mesmo tempo realista, abordando temas comumente presente na vida de crianças na escola. Se você ainda não sabe o que ler em seguida, fica aqui uma grande dica. Leitura apropriada pra rever conceitos pessoais sobre o que torna uma pessoa “extraordinária” de verdade.


Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade.. até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular em Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apenas da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

R.J.Palacio criou uma história edificante, repleta de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e gentileza. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e , sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

Para espalhar a mensagem de Extraordinário, Palacio iniciou uma campanha antibullying, da qual milhares de crianças já participaram.

“Uma história rara, com o poder de abrir nossos olhos – e o coração – para que é ser diferente por algo que está além do seu controle, enquanto tudo o que você quer é ser mais um na multidão”Publishers Weekly

09 setembro 2016

S. - J.J. Abrams e Doug Dorst



Livro concebido pelo cineastra J.J. Abrams e escrito pelo premiado romancista Doug Dorst, é a crônica de um encontro que acontece nas margens de um livro, e os dois leitores de veem presos em uma fatal batalha de forças que está além de sua compreensão. S. é uma declaração de amor de Abrams e Dorst à palavra escrita.
O livro vem em um box, é como um livro de biblioteca Velho e manuseado, cheio de recortes, retratos, bilhetes, postais, etc... Trabalho perfeito de edição.






Sinopse: 
Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido. 
É esse velho exemplar típico de biblioteca – consultado, anotado, manuseado – intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S. A lombada está visivelmente gasta e as páginas, amareladas, rabiscadas com comentários manuscritos em diversas cores. Entre as folhas, surpreendentemente, há cartas, cartões- -postais, recortes de jornal, fotografias e até um mapa desenhado em um guardanapo. 
O Navio de Teseu data de 1949 e é o décimo nono e último romance de Straka, autor cuja vida é um mistério. Nem mesmo F. X. Caldeira, responsável pela tradução da obra e pela publicação do derradeiro livro, já após o desaparecimento e a suposta morte de Straka, tem mais informações. Nas notas de rodapé, Caldeira tenta contextualizar e relacionar as obras e a vida do autor. Nas anotações a lápis e a caneta, porém, vê-se que Eric, um estudioso de Straka, parece não concordar com as notas da tradução. E as observações escritas por Jennifer, uma graduanda cheia de segredos que trabalha na biblioteca da universidade, mostram que ela percebeu isso. 
Da conversa entre Jennifer e Eric nas margens das páginas da obra emerge uma nova trama, que levará os dois a enfrentar decisões cruciais sobre quem são de verdade, quem talvez venham a se tornar e, ainda mais importante: quanto de suas paixões, mágoas e medos eles estariam dispostos a compartilhar com alguém que não conhecem.



Na lombada do livro tem uma etiqueta igual aquelas que tem nos livros das bibliotecas, é de capa dura com uma textura que lembra mesmo os livros antigos

Imagina que tem até um cartão postal do Brasil com fotos de alguns pontos turísticos do nosso país...
Pois é nos fomos representados aqui nesta belezura...

Olha só esse recorte de jornal...
Perfeito, gente não canso de admirar o trabalho lindo que foi feito nesse livro, cada página que você abre uma nova surpresa, um novo detalhe. Não vejo a hora de ler, são duas histórias em uma só, já fui aconselhada a ler primeiro o livro O Navio de Teseu e depois ler as anotações de Jennifer e Eric.

Detalhe de uma carta que vem dentro do livro, escrita em letra cursiva e note a mancha nas bordas como se o papel tivesse sido molhado, acho que vão aparecer outras manchas no livro do tanto que estou babando em cima do livro...Rsrsrs....




Olha a foto antiga que veio no livro, é papel fotográfico mesmo, e isso que tem escrito nas bordas e as mensagens deixadas pelos protagonistas, uma letra bem feminina escrita com canetas coloridas e outra masculina escrita de lápis ou caneta azul. Perfeito!









Esse final me lembrou o meu tempo de frequentadora de bibliotecas, com os carimbos das datas de retiradas e entregas, olha o detalhe da folha suja e envelhecida, a Intrínseca se superou na edição desse livro...
Não vou ler agora, tenho outros livros para ler antes dele, mas assim que eu ler, vou postar uma resenha, eu queria apenas dividir com vocês a minha alegria em ter essa preciosidade, passei tanto tempo desejando e agora eu ganhei ele...Então até a resenha...Bjs

29 agosto 2016

Resenha: Baía da Esperança - Jojo Moyes


No começo esse livro não prende a gente, tanto que eu comecei e abandonei, e depois de algum tempo resolvi dar mais uma chance, comecei de novo pelo inicio e foi quase abandonado novamente, mas eu fui firme e continuei...Não me arrependi, esse livro é muito lindo...
No inicio Jojo nos conta fatos sobre Silver Bay, a historia da cidade, seus habitantes, nos dá dados sobre a caça a baleia, conta sobre como foi o passado da cidade e como é o presente, por isso se torna lento, mas depois que a verdadeira história começa então é impossível largar o livro, como em A garota que você deixou para trás, ela nos conta duas historias, a de Kathleen e Liza, tia e sobrinha, sendo a principal a de Liza.
A historia é contada em forma de narração, só que vai alternando entre Kathleen, Liza, Hannah Monica (irmã de Mike) e Mike, eles vão contado o que está acontecendo no presente, mas aos poucos vamos sabendo também o que aconteceu no passado de Liza. Ela chegou a casa da tia depois de vários anos sem contato nenhum, totalmente arrasada, cheia de machucados e hematomas  com a filha de sete anos, passou um tempo sem falar com ninguém só deitada, sem se alimentar direito em uma depressão profunda, nem a filha conseguia fazê-la se reerguer, até que a tia a forçou a contar então ela aos prantos relatou todo o acontecido, então pelo bem de Hannah elas resolveram não falar nada para ninguém e o segredo permaneceu bem guardado até a chegada de Mike a pousada que a tia possuía e onde elas moravam.
A palavra chave desse livro é Decisão, no caso uma decisão errada, todos os personagens principais em alguma época de sua vida tomaram uma decisão errada e pagaram bem caro por isso, Katheen ao não aceitar Nino em sua vida, Mike ao assumir participar de um projeto sem averiguar a fundo as consequências deste e ao aceitar um relacionamento de conveniência e Liza ao fugir com sua filha sem assumir os resultados de seus atos e todos sofreram muito por isso...E eu também tomei uma decisão errada ao abandonar esse livro a primeira vez, pois ele se tornou o meu queridinho assim como outros da Jojo.